sexta-feira, 11 de julho de 2008

Estranho meu amor estranho


Estranho meu amor estranho
Solto como folha seca ao vento
Nuas como palavras ao avesso
Poucos sentimentos visíveis
Embriaguês que se consuma em seu corpo
Poesia de botequim, sentado ao lado de um consumo
Passas como quem não passa por mim
Palavras misturadas com teor de alucinação
Misturas feitas em copo sobre a lembrança
Violão pra aumentar tanta desconsolação
Vai e vens sem ir
Espero sobre a noite amargurada seu desprezo
Sentado às vezes muito mais calado que tudo
Não espero mais você
Vou-me indo sem ir
Posso cair mais não sobre seus braços de angustia
Esquece meu sono profundo
A noite canta aos que não sabem chorar
Tão estranho este amor estranho


Rodrigo szymanski

Um comentário:

Nandha disse...

o amor é estranho mesmo. não é só o seu. o meu amo também e estranho.

=**