quarta-feira, 9 de julho de 2008

Apenas o nada


Apenas o nada
Sobre nossos pés o nada
Inteiramente cheio de nada
Ilusões de vida
Reflexo do que não é vida
Recebendo mensagem dada como pragas
Tudo não passa de uma farsa
Mentira real, vida semi virtual
Ilusão passageira como raiz de pedra
Sentado em areias ao vento de um sul-norte
Olhos distantes tapados por um quadrado de imagem repetitivas
Terra seca em alto mar poeira de morte anunciada
Tempo estranho de vida sem data de fim
Eis que uma estrela anuncia a chegada
Chega sem anunciação talvez não passe de rebelião
Caminhando sobre farpas lançadas
Cresce, nasce, morre
Sem ciclo de vida certo
Nada sobre o nada é a certeza
O real se torna imaginário
Uma fantasia em um pesadelo de tortura
Sonho pequeno, basta para o amanha
O Ontem passou mais ainda não se foi
Estará presente em cada quadro de figuras de um rabisco
Uma musica que marca um encontro com o céu e o inferno
Entre o meio, no seu meio o que já se foi sem ter indo
São os opostos que se atraem
Mais e a verdade que constrói a paz
Ou o silencio de um lugar amontoado de flores sem vida
Gritos de amor vão e vem
Ecoa em tudo onde o nada abita
O nada com alguns ingredientes se tornam tudo sem por que
Nada acontece por que queremos mais construímos o que sonhamos
Caminho se faz, onde não há se abrira
Sonho acordado em noites de sonos angelical
Quero viver por um beijo



Rodrigo szymanski

Um comentário:

Mari disse...

Nossa... esse poema eh fort...

Mexeu cmg

"nada sobre o nada eh a ctza"

Verdad maior impossivel

Bjs qrido

T adoro!!!!!!