domingo, 15 de julho de 2012


Bate as 23:45 no relógio, Fernando esta pronto para sair de casa para uma noite de rock. O rock serenava os pensamentos de Fernando. O local era agradável, pessoas eram afáveis. Olhando para o relógio antes de sair de casa, ele se lembra dela. Onde ela deveria estar neste momento? Dentro de alguns minutos ela estaria em festa. Era seu aniversario. Fernando dias antes pensou em comprar um presente e escrever uma carta. Mas tinha duvida sobre isso. Achava que não devia, sentia que estaria “comprando” a atenção dela. Fernando sabe que ela deveria estar comemorando o aniversario em alguma festa, rodeada de pessoas, muita alegria. Fernando sorri quando abre uma foto dela. Fica feliz por saber que neste momento ela estaria feliz. Pensa nela dançando e sorrindo. O sorriso dela o deixava sempre bobo. Mesmo que somente uma imagem de memória. Resolve escrever uma mensagem sms para ela. Escreve uma mensagem simples. _ “oi, parabéns, muitas felicidades e conquistas para você. beijos”. Mas decide não enviar o SMS. Pensa na felicidade dela. Não quer estragar esta felicidade. Sente que ele não deve. Acha melhor deixar quem sabe amanha. É hora de sair de casa. A noite era fria. Mas estava agradável, ele se encontrava feliz, da mesma forma que sabia que ela estava feliz. Duas felicidades separadas. Não só pelo tempo e pela distancia. Felicidades separadas pela incerteza. Duas felicidades que não se encontravam. Mas que ficava nele o desejo, o desejo do inacabado. E no refrão no meio da madrugada ele   se cala e deixa.... “Na rua da conquista, Travessa paraíso, Sigo, faço e digo Invento que não foi escrito”

Rodrigo szymanski 15/07/12

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